Páscoa, uma ilha misteriosa longe de tudo

Fascinante e isolada do mundo, a Ilha de Páscoa (Rapa Nui, no idioma nativo) é a última fronteira da América do Sul. Fica no meio do Oceano Pacífico, entre o Chile (3.750 km) e o Taiti (4.100 km). Suas praias selvagens são bonitas, mas não se comparam às do Caribe e nem mesmo às do Nordeste brasileiro. A ilha possui forma triangular e tem menos de 170 km quadrados, com um comprimento de apenas 23 km, por 12 km de largura.

Descoberta no domingo de Páscoa de 1722 e posteriormente anexada pelo Chile, mais precisamente a 3500 quilômetros de sua costa, ela possui raízes essencialmente polinésias e é repleta de paisagens arrebatadoras.

A ilha é famosa em razão de suas misteriosas estátuas de pedra, conhecidas como moais. Estas gigantescas estátuas de pedra vulcânicas, de 1 a 10 metros de altura e pesando até 80 toneladas, espalham-se por todo o perímetro da ilha e são praticamente o último legado de um povo cuja escrita e cultura praticamente desapareceram. Como foram construídas e qual sua função são questões que provocam debates acalorados. Contemplá-las, por outro lado, desperta a introspecção do visitante, que inicia sua apaixonada busca por uma resposta.

Como Chegar

A Ilha de Páscoa não é um destino próximo do Brasil, então prepare-se para uma viagem longa. No entanto, considere isso uma bela desculpa para combinar seu roteiro com paradas em lugares estratégicos, como Santiago do Chile, ou alongando-o até a Polinésia Francesa. A partir de São Paulo ou do Rio de Janeiro, o trajeto mais curto é pela capital chilena. Outra alternativa é partir via Lima, no Peru.

Atrações Turísticas
Hanga Roa

A única cidade da ilha é Hanga Roa, onde estão situados quase todos os serviços: hotéis, restaurantes, agências de viagem, locadoras de veículos, restaurantes e mercados. Hoje, além da população local, vivem em Hanga Roa muitos chilenos do continente e o espanhol é mais utilizado do que a língua local. Repare no tipo físico nativo, diferente dos chilenos do continente, brancos ou mestiços.

A maior parte de seu território é recoberto por vegetação rasteira. As poucas árvores eucaliptos e coqueiros, vieram do continente.

Os misteriosos moais

A principal atração de Páscoa, que interessa aos visitantes do mundo inteiro são suas famosas e gigantescas estátuas de pedra, os moais, destinadas provavelmente a honrar os espíritos dos ancestrais de cada clã. Sabe-se que existem aproximadamente 900 e que foram esculpidos por volta do ano 800 da Era Cristã e que as tribos que habitavam a ilha competiam para ver quem construía os maiores. Os mais altos têm quase dez metros de altura e pesam mais de setenta toneladas.

L’ahua Tahai

Sítio arqueológico mais próximo de Hanga Roa, junto do mar, após o cemitério. Nele há dois moais, sendo um deles o mais completo da ilha, com o pukao um curioso chapéu sobre algumas das esculturas e olhos de corais, que foram arrancados na maioria dos outros moais de Pascua.

Museo Antropologico Sebastián Englert

Fica ao norte de Hanga Roa, junto do centro cerimonial de Tahai. Nos finais de semana abre das 9h30 às 12h30. O museu guarda uma importante coleção de peças arqueológicas reunidas durante três décadas pelo padre Sebastián Englert. O acervo é composto por estatuário, plaquetas com misteriosas inscrições rongorongo e diversas armas de obsidiana, além de um raro moal feminino.

Vulcão Rano Kau

Não é necessário ser um atleta para subir até a cratera, mas um mínimo de condicionamento físico é recomendável, sobretudo para aqueles turistas mais idosos. Também não é preciso se preocupar com o risco de alguma erupção inesperada: o vulcão está morto há 10.000 anos! Sua caldeira tem uma largura aproximada de 1.600 m e 200 m de profundidade. Nela existem pequenos lagos parcialmente ocupados por totora, um tipo de junco aquático. Até 1973 as pessoas iam com cavalos e tonéis para buscar água dentro da cratera. Imagine a trabalheira! Após alguns acidentes as autoridades da ilha proibiram os turistas de descer até o lago.

Vila de Orongo

No extremo oeste de Rapanui. É um centro cerimonial aos pés do vulcão Rano Kao. Sabe-se que o sítio é dedicado ao culto do homem-pássaro, uma tradição do século XVI, destinada a homenagear os ancestrais de cada tribo. A vila, situada no alto de uma falésia, comporta três complexos de ruínas arqueológicas.

Rano Raraku

Vulcão de onde eram extraídos os blocos de pedra para a fabricação dos moai. Esse é um dos sítios de Rapa Nui onde há maior concentração de moais – cerca de 400. Arqueólogos consideram que o lugar era o principal centro de fabricação das estátuas, construídas com rochas vulcânicas. Muitas foram encontradas parcialmente esculpidas ou prontas, sendo transportadas para outro local, onde eram erguidas.

Ahu Moai

Nesse sítio se concentram cerca de 300 altares conhecidos com ahu. Infelizmente a maioria está destruída pelo tempo e pela ação do homem.

Ko Te Riku

O sitio arqueológico mais completamente restaurado. Fica na aldeia de Hanga Roa. Podem-se ver plataformas com moais. Ao lado há um mole construído inteiramente de pedras.

Ahu Tongariki O lugar, próximo a Rano Raraku (olhe o mapa para entender), além de suprender por sua beleza natural, possui 15 esculturas em pé, cuidadosamente restauradas pelo arqueólogo Claudio Cristino.

Ahu Nau Nau praia de Anakena

Essa praia de areia fina é uma das mais belas da ilha e é uma das raras que conserva seus coquerais. Nela há sete estátuas restauradas nos anos 1970 pelo arqueólogo Sergio Rapu, natural da ilha. Seus moais despertam a atenção em razão de algumas curiosidades, como tatuagens, chapéu (pukao) e vestimentas. Um olho encontrado no local está em exposição no museu arqueológico da ilha.

Ahu Vinapu

Perto do aeroporto. A curiosidade de seu ahu, a plataforma de oferendas, é o ajuste das pedras, que lembram as construções incas. Essa característica fez alguns arqueólogos desconfiarem de alguma ligação entre o povo rapanui e tribos andinas.

Gruta de Te Pahu

No caminho do ahu Te Peu, essa caverna, de formação vulcânica, tem cerca de 300 m de comprimento. Alguns pontos do teto desabaram, permitindo a entrada de alguma luminosidade (apesar disso, se for visitá-la, traga uma lanterna).

Ana Kai Tangata

A caverna de Ana Kai Tangata fica junto do aeroporto e muito próxima de Hanga Roa. No teto existem pinturas estilizadas de andorinhas. Infelizmente, muito mal conservadas. Mal dá para perceber do que se trata. Alguns arqueólogos acham que as pinturas têm a ver com o culto ao homem-pássaro.

Mercado Artesanal de Hanga Roa

Em frente à igreja Sagrado Corazón. É o único centro importante para comprar artesanato local: reproduções de inscrições rupestres, miniaturas de moais conhecidas como rongorongo, tecidos, colares feitos de conchas etc.

Petroglifos de Papa Vaka

Aos pés do vulcão Poike (há uma placa com indicação). É possível distinguir alguns dos desenhos esculpidos na pedra, como um tubarão, um atum ou uma canoa. Esses são os mais importantes petroglifos descobertos na ilha.

Gastronomia

Como trata-se de uma ilha, a oferta de pescados é extraordinária. Atum grelhado e ceviche são algumas das especialidades locais, sempre combinadas com frescos vinhos brancos chilenos.

Boa parte dos hotéis oferece shows de danças típicas polinésias. Alguns outros vão além, promovendo um ritual chamado Umu Pae, com música e dança típicas, palestra sobre a história do povo rapa nui e um cardápio diferenciado, que inclui carnes e legumes cozidos sob a terra, sobre pedras vulcânicas e cobertas com folhas de bananeira.

Informações ao viajante

Línguas: Espanhol

Saúde: Para entrar na Ilha de Páscoa, nenhuma vacina é obrigatória.

Melhor época para visitar: As temperaturas são sempre agradáveis na ilha, sendo que julho e agosto as mínimas podem chegar aos 17 ºC. Maio costuma ser o mês mais chuvoso e os meses de janeiro e fevereiro são muito movimentados devido à festa Tapati Rapa Nui.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Manual do Turista. Edição, Área Jornalística Oitravels.

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