Cidades imperiais ricas em história

Apesar de Casablanca ser a cidade mais famosa do Marrocos, nos tempos das dinastias reinantes, a capital passou por quatro cidades. Hoje, são conhecidas como cidades imperiais: Fez, Marrakech, Rabat e Meknès. Nesse período, todas elas floresceram e construíram grandes monumentos que ainda podemos ver nos dias de hoje.

As cidades imperiais de Marrocos são ricas em história e monumentos milenares, herança das gloriosas dinastias do passado. Na terra dos véus, dos temperos, das medinas e dos palácios, o que não falta é opção de passeio e lugares interessantes para visitar. Além da bela arquitetura árabe e a influência dos tempos de dominação francesa e espanhola, Marrocos tem mosaicos por todos os lados, mantém tradições milanares, exala cores e religiosidade. Conheça o melhor das principais cidades (Marrakech, Casablanca, Fez e Rabat) e tenha contato com a rica cultura, a suntuosidade de construções únicas e paisagens que vão do litoral ao deserto do Saara.

Quando ir

Fique atento ao mês de julho, quando acontece o sagrado Ramadã e vários pontos turísticos ficam fechados. Entre abril e outubro, o calor pode passar dos 30 graus, de acordo com a região. De novembro a março, o clima é úmido e as temperaturas caem.

Curiosidades

Várias vezes ao dia, alto-falantes espalham orações nas ruas, em horários específicos, para chamar os mulçumanos para rezar. Nas maiores cidades também há locais voltados para outras crenças.

Casablanca

que ver en casablanca

Principal metrópole marroquina, Casablanca é uma cidade portuária repleta de construções suntuosas e clubes com vista para o mar. Inclua no roteiro a Mesquita de Hassan II, considerada uma das maiores do mundo e uma das poucas que aceitam visitas de não-mulçumanos.

Palacio Real

A cidade abriga ainda hotéis requintados e bairros repletos de lojas de marcas luxuosas, os quais contrastam com áreas de comércio popular. Medina (cidade antiga), também rende passeios inesquecíveis entre fachadas decoradas no típico estilo árabe.

Cidades Imperiais

Conhecidas como Cidades Imperiais, Marrakech, Rabat e Fez são antigas capitais do Marrocos e concentram algumas construções dessa época, espalhadas pelas medinas. Você também pode passear por inúmeras mesquitas que preservam a arquitetura árabe, além de momumentos e mercados a céu aberto. Atualmente, a capital é Rabat, endereço do Palácio Real. Já a charmosa Casablanca, abriga a famosa Mesquista Hassan II, de frente para o mar.

Marrakech

O que fazer em Marrakech Onde se hospedar em Marrakech

Além da importância histórica, as cidades imperiais também são conhecidas por suas cores marcantes. Em Fez, o amarelo aparece em construções lá e cá. Em Meknès, o verde. Mas as duas cidades onde essa lógica faz mais sentido são Rabat (branco) e Marrakech (vermelho). Fundada alguns séculos depois de Fez, Marrakech foi toda construída em tons de ocre, dos edifícios antigos a área nova, como por exemplo um mercado Carrefour que abriu mão do azul da logo para se misturar à cor da cidade.

Marrakech city guide: the bustling red city - Mokum Surf Club

Muito parecida com Fez, Marrakech também tem uma grande Medina, construída para proteger os palácios, jardins e mesquitas dos invasores, e uma área externa que segue bem à risca a arquitetura parisiense da época de dominação francesa mais recente.

Meet Me In Marrakech - Helena Bordon

Desses contrastes, alguns pontos indispensáveis são a Mesquita Koutoubia, com seu grande minarete de 70m, o Jardim de Menara de natureza exótica e estilo Art Deco e especialmente a Praça Jemaa El Fna, com as dezenas de barracas de comida e apresentações de dança típica e encantadores de cobra.

Marrakech - First African City Launched Bike-Sharing Scheme

Vale apenas dizer que por Marrakech e Fez serem as duas mais populosas das cidades imperiais, elas acabam sendo também as mais caóticas de comerciantes. Além disso, como elas também são as mais visitadas por turistas, muitos moradores se aproveitam da geografia labiríntica das ruas para cobrar uma gorjeta por qualquer indicação que derem. Para evitar uma experiência desagradável e não acabar se perdendo sem o sinal de GPS, é importantíssimo contratar um guia.

Fez

Bab Bou Jeloud gate (Blue Gate) - Fez, Morocco

A mais antiga cidade imperial foi a primeira capital política, religiosa, cultural e artística do país. É daqui a universidade mais antiga do mundo (al Quaraouiyine) e também a maior Medina do mundo árabe que ainda tem moradores e funciona normalmente. Isso significa que você poderá explorar o labirinto amuralhado de cores e pessoas e respirar ares muito próximos dos que tínhamos há alguns séculos.

Fes, Morocco - October 15, 2013: Typical street market in the old medina of Fes, Morocco, Africa

Isso, é claro, sem se preocupar com os conflitos que uma vez castigaram estas construções. Mas com essa noção histórica em mente, dá pra aproveitar com mais admiração os mercados a céu aberto, as fornalhas de pão coletiva, os inúmeros gatinhos que por lá vivem e a confusão de vendedores de tâmaras e tapetes árabes. E ah, antes de sair (ou entrar) não deixe de tirar uma foto na Porta Azul todo ornamentada com desenhos da Arábia.

Palacio Real

De cá, você pode passar na frente do Palácio Real e contemplar a fachada de bronze que mede pelo menos cinco pessoas empilhadas uma em cima da outra. Mas para não ficar na vontade de não poder entrar no edifício, vá direto para o Curtume Chouwara e reviva uma das locações mais famosas da novela “O Clone”.

Curtume

Aqui é onde os marroquinos amaciam couro de animais com fezes de pombo. Então não espere o mesmo glamour da Globo. Mas fora o cheiro (que uma folhinha de hortelã distribuída até dá conta), é uma tradição antiga e única, que deve ser conhecida.

Rabat

10 coisas para fazer em Rabat, a capital do Marrocos

Com quase metade dos habitantes de Marrakech, Rabat passa longe da correria e barulho dos vendedores alucinados. O que é bom porque dá para contemplar o branco da cidade com a paz que a cor inspira. Falando nela, tanto o Mausoléu de Mohamed V, quanto as ruas do Kasbah de Oudayas chamam a atenção pela escolha.

Mausoleu de Rabat

Além dos mármores italianos e do interior revestido de mosaico, o mausoléu ainda traz soldados montados em cavalos para guardar os restos mortais do pai da independência de Marrocos, Mohamed V, e seus dois filhos. Já na Kasbah, uma fortificação de tijolos de adobe com muros de mais de 2m de altura, você descobre a vida das marroquinos comuns como elas realmente são e, de quebra, tem uma linda vista para o mar.

Torre Hassan

Outro ponto de frente ao mausoléu é a Torre Hassan, originalmente o minarete da maior mesquita do mundo na época, mas que ficou inacabada com a morte do então califa. Entre as duas construções, temos um pátio com mais de 200 colunas, que nos dão indícios da grandiosidade projetada. Diante de tanta tradição, dependendo da época do ano, dá para pegar até um dos festivais de música que acontece em Rabat: as opções vão do jazz a música andaluza.

Meknès

Entrada de Meknès, Marrocos

A menor das cidades imperiais é outra onde o turismo é menos intenso. Ainda assim, há quem diga que ela seja a mais bonita das quatro, considerada até a Versailles de Marrocos. Para isso, o sultão Moulay Ismael saqueou palácios e ruínas buscando material suficiente para fazer de sua cidade a capital marroquina. Conseguiu enquanto esteve vivo, mas foi o bastante para que os franceses se impressionassem e dessem o título de hoje.

Meknes, Morocco - May 1, 2013: Unidentified people in front of Bab Mansour. The old medina of Meknes is declared UNESCO World Heritage Site.

Só para ter uma ideia, apesar da Medina de Fez ser a mais famosa, a de Meknès é a mais extensa, com 20km a mais de muralha, e com ruínas que guardam abóbadas, portas e canais de água secretos, dignos de qualquer filme de suspense. Outra prova dessa beleza é o Palácio Real de Meknès, criado por ele em sua própria homenagem, é claro. Basta observar o imponente portão de Bab Mansour, com suas colunas romanas e placas repletas de poemas, que temos um relance da beleza das mesquitas, minaretes e jardins do resto da cidade. E com um atrativo extra, já que o Mausoléu de Moulay Ismael passou por uma minuciosa restauração para o começo de 2019.

Basílica de Volubilis

E quem passa por aqui já pode aproveitar para conhecer Volubilis, ou melhor, as ruínas da antiga cidade romana. Hoje, o sítio arqueológico ainda guarda colunas e restos de o que uma vez foi uma basílica, um templo e um arco do triunfo. Tudo isso para provar como o norte da África respira a história de múltiplas culturas que se sobrepuseram com os anos.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Pisa Tur. Edição, Área Jornalística Oitravels.

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