Machu Picchu, a Montanha Velha, reabriu após oito meses fechada

As ruínas incas de Machu Picchu, no Peru, foram reabertas ao público neste domingo (1º). Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o sítio arqueológico ficou fechado por oito meses.

Por questões de segurança, apenas 675 turistas por dia terão acesso ao local, sendo 30% da capacidade permitida antes da pandemia.

Os grupos serão formados por no máximo oito pessoas, incluindo o guia, que durante o trajeto deverá manter uma distância de pelo menos dois metros. Túnel de desinfecção, medidor de temperatura e máscaras são as novas regras para visitar a cidadela inca no Peru.

“A reabertura de Machu Picchu para o mundo mostra que os peruanos são resilientes”, disse o ministro do Comércio Exterior e Turismo do país, Rocío Barrios.

A reabertura do principal ponto turístico do Peru tem gerado grandes expectativas. Todas as entradas disponíveis para os primeiros 15 dias de novembro acabaram. O fechamento de Machu Picchu também foi um duro golpe para as dezenas de milhares de pessoas que vivem da indústria turística do local.

Desde março, a fortaleza inca abriu suas portas somente em outubro para receber um único turista, o japonês Jesse Katayama. Ele foi para o país andino em março passado, com o objetivo de visitar o sítio arqueológico, mas a atração acabou interditada por causa da disseminação do Sars-CoV-2.

O primeiro trem com turistas chegou neste domingo por volta das 7h locais (9h de Brasília) a Machu Picchu Pueblo, cidadezinha mais próxima da cidadela, após uma viagem de uma hora e meia às margens do Rio Urubamba, saindo da antiga aldeia inca de Ollantaytambo. A cidadela escondida entre a cordilheira dos Andes foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983 e eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007.

Com a reabertura, as esperanças renascem em Cusco, a antiga capital do Império Inca, e nos povoados do Vale Sagrado dos Incas, que são paradas obrigatórias em direção a Machu Picchu e enfrentam uma enorme crise econômica por conta da pandemia, já que 70% de sua população vivia do turismo.

Após um confinamento obrigatório de mais de 100 dias, suspenso em 1º de julho, muitos hotéis, restaurantes e outras empresas da área faliram e milhares de trabalhadores ficaram desempregados. Metade dos 80 hotéis e albergues de Ollantaytambo fecharam, segundo Joaquín Randall, presidente da Associação de Hotéis e Restaurantes da cidade, localizada a 32 km da cidadela.

“Os hotéis formais, que pagam impostos e estão em dia com o Estado, têm conseguido empréstimos” do governo, mas não as inúmeras acomodações informais, disse ele à AFP. Diversas cadeias de hotéis internacionais e peruanas reabriram neste fim de semana em Cusco, no Vale Sagrado e em Machu Picchu Pueblo, antes conhecido como Águas Calientes. Comerciantes à espera de turistas A reabertura desperta as esperanças de milhares de pessoas que vendiam artesanato, transportavam turistas ou ganhavam a vida em outros ofícios ligados ao turismo.

Neste domingo, a empresa PeruRail retomou as viagens de seus trens turísticos entre Cusco e Aguas Calientes. Na segunda-feira, sua concorrente IncaRail fará o mesmo.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela AFP. Edição, Área Jornalística Oitravels.

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