Chapada das Mesas, um tesouro no sul do Maranhão

A Chapada das Mesas fica na região sul do estado do Maranhão, quase na fronteira com o Tocantins, bem próxima do Jalapão, que é conhecido como o deserto das águas, e guarda características muito semelhantes. Entre os morros de pedra com o topo chato, as ‘mesas’ do nome, e a paisagem ressequida do cerrado, escorrem nada menos do que 89 cachoeiras. E não são cachoeiras comuns, mas de beleza singular, difícil de encontrar em qualquer outra parte do Brasil ou do mundo.

Além das cachoeiras, você ainda pode visitar trilhas, poços azuis e assistir ao belíssimo pôr do sol no Rio Tocantins. A base para conhecer todas essas maravilhas é a cidade de Carolina, que fica a 220 quilômetros de Imperatriz, onde está localizado o aeroporto mais próximo. De lá, você pode alugar um carro para percorrer a distância até Carolina e também visitar a maioria das atrações por conta própria. Se você não quer ou não pode locar um veículo, tem a opção de chegar a Carolina de ônibus. A JR 4000 faz o trajeto em cerca de 3h30.

O que fazer em Chapadas das Mesas

1 – Pôr do sol no Rio Tocantins
Foto: Reprodução | Divulgação/Edvaldo Lage

A primeira atração imperdível fica em Carolina mesmo e você muito provavelmente poderá chegar até ela caminhando. É o espetáculo do pôr do sol no Rio Tocantins, que faz a divisa do Maranhão com o estado vizinho. A cidade é razoavelmente pequena, e a maioria dos hotéis e pousadas fica localizada no centro, a poucas quadras de distância do rio.

2 – Parque Nacional
Foto: Reprodução | Divulgação/Carpe Mundi

O Parque Nacional tem mais de 160 mil hectares, abriga duas cachoeiras belíssimas e não pode ficar de fora da sua lista de o que fazer na Chapada das Mesas. Não é possível ir até lá por conta própria. É preciso ter um 4×4 para percorrer as estradas arenosas e esburacadas e um guia autorizado para se orientar na imensidão da área quase sem placas.

O parque fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Carolina e não tem nem uma entrada oficial. Na primeira parte do tour, você vai sacolejar por cerca de 40 quilômetros de estradas de chão muito ruins, passar por pequenas propriedades rurais e admirar as formações rochosas do cerrado. Há uma pedra que parece uma galinha e outra, um pênis. Mas o destino é a impressionante Cachoeira da Prata. São duas quedas d’água com 26 metros de altura.

Foto: Reprodução | Divulgação/Wikimedia

Entre elas, um paredão de rocha que é coberto pela água no auge do período das chuvas – outubro a abril -, transformando tudo em uma única cachoeira gigante. O ponto mais interessante é que, na cachoeira da direita, o Rio Farinha cai por um furo nas pedras. Há uma prainha com vista para as duas quedas da água, onde você poderá nadar e se refrescar um pouco antes de seguir viagem.

Depois, é hora de voltar para percorrer mais 30 quilômetros até a Cachoeira São Romão. É a maior e mais caudalosa da região, tendo 22 metros de altura e 33 metros de largura, com grande volume de água o ano todo.

Foto: Reprodução | Divulgação/Thousand Wonderst

A cachoeira tem um mirante do alto e uma trilha que leva até a parte de trás dela. É incrível ver o outro lado de um paredão de água tão forte como esse. Há ainda uma prainha delícia para passar o resto da tarde, com caiaques e boias para alugar. Os passeios costumam incluir ainda o pôr do sol no Portal da Chapada, já fora do parque e no caminho para Carolina. Mas aconselhamos você a deixá-lo para outro dia e ficar mais tempo na São Romão.

3 – Complexo do Poço Azul
Foto: Reprodução | Divulgação/Mala de Aventuras

O Complexo Turístico do Poço Azul não fica em Carolina, mas em Riachão. Apesar da distância extra, não pode ficar fora da sua lista de o que fazer na Chapada das Mesas. Se você está de carro alugado, vai setar o GPS para o Poço Azul e encarar 130 quilômetros até lá, sendo os oito finais em estrada de chão. Mas pode ir de carro de passeio sem problemas, não precisa ser 4×4. Quem não está de carro deve contratar o passeio junto ao seu hotel ou pousada.

O complexo funciona das 8h às 22h. A entrada custa R$ 70 e dá acesso à piscina, às cachoeiras e ao Poço Azul em si. Atividades extras como almoço, tirolesa, rapel e camping têm custo extra, que você pode consultar no site do atrativo turístico. O lugar é muito bonito e organizado, justificando o preço salgado da entrada. O acesso à meia dúzia de cachoeiras e ao poço é feito por passarelas de madeira suspensas em meio a árvores e rochas.

Durante a trilha, você passa pelas cachoeiras dos Namorados (pequena, mas o lugar é lindo!), Santa Paula, Seu Zica e Dona Luiza, além da gruta Santa Bárbara. Mas as duas grandes atrações do complexo são a Cachoeira Santa Bárbara e o Poço Azul, é claro. A cachoeira tem nada menos do que 76 metros de altura, sendo que foi assim batizada por que as rochas que emergem da queda d’água lembram a imagem da santa.

Já o Poço Azul é uma piscina natural formada pelas nascentes de águas oriundas das rochas, que criaram um poço de águas cristalinas onde é permitido nadar. Verdade seja dita, o Poço Azul já não é mais azul, e sim verde. O excesso de turismo é uma das causas apontadas para a possível mudança nas águas. O complexo costuma ficar lotado nos finais de semana, feriados e férias escolares. Nada que tire sua beleza, mas seria bom ver um local tão especial ser preservado.

4 – Portal da Chapada
Foto: Reprodução | Divulgação/TripAdvisor

O pôr do sol no Portal da Chapada não pode ficar de fora da sua lista de o que fazer na Chapada das Mesas. A entrada da trilha fica a apenas 20 quilômetros de Carolina pela BR 230, a famosa Rodovia Transamazônica, na direção de Imperatriz. Se você estiver de carro, basta entrar à esquerda quando enxergar a placa e estacionar. Quem não está de carro precisa contratar um transfer até lá junto ao seu hotel ou pousada, pois não há transporte público.

A trilha é leve, sendo 500 metros morro acima parte em areia e parte em rochas. É só seguir as placas. Já na subida, é possível ter belas vistas do cerrado e dos morros em formato de mesa. Uma vez lá em cima, você vai avistar uma fenda nas rochas em formato de pera (ou abacate, ou cuia, você escolhe). É através dessa ‘janela’,ou portal, que se tem a mais bela vista da Chapada!

É possível vislumbrar a rodovia, todo o parque nacional e o Morro do Chapéu, o maior e mais imponente da região. O local abre das 7h às 18h. Recomendamos que você faça o passeio perto do entardecer. Não dá para ver o pôr do sol em si, pois o mesmo ocorre para o outro lado. Mas a luz suave do entardecer deixa as rochas vermelhas ainda mais coloridas e o cenário fica simplesmente deslumbrante! Só tome cuidado, pois não há qualquer grade de proteção no local.

5 – Complexo da Pedra Caída
Foto: Reprodução | Ticiana Giehl/Escolha Viajar

O local é um grande empreendimento, com cabanas de hospedagem, piscina com tobogãs, teleférico, arvorismo, tirolesa, mountain bike, trekking e até uma pirâmide mística. Mas nada disso interessa. O que importa mesmo são as suas 25 cachoeiras, sendo seis acessíveis aos visitantes.

Para saber os preços de todas essas atividades extras, você pode acessar o site do complexo. Há duas formas de fazer a visita: a primeira delas é ir de carro (alugado ou transfer) até a portaria e fazer as visitas das cachoeiras com os tours do próprio complexo. Você vai dirigir pela BR 230 por 37 quilômetros na direção de Imperatriz e entrar à esquerda quando enxergar a placa.

Vai então até a portaria e opta por pagar a entrada no parque ou visitar apenas as cachoeiras. O ingresso custa R$ 60 e dá direito a piscinas e restaurantes, além de descontos nos passeios. Ou não paga a entrada e acessa diretamente as cachoeiras, mas fica mais caro. As do Santuário e da Pedra Furada saem R$ 60 cada uma no acesso direto e R$ 30 para quem pagou a entrada; já visita conjunta a Capelão e Caverna ou Garrote e Porteira custa R$ 80 ou R$ 50.

Os passeios para as cachoeiras saem duas vezes ao dia, às 10h e às 14h. Cada um deles dura cerca de duas horas e é feito em grupos levados pelas estradas de terra em veículos abertos adaptados. Se você optar por fazer a visita assim, aconselhamos que escolha os passeios para a Santuário e a visita conjunta a Capelão e Caverna. Você ainda pode conhecer a Pedra Furada andando, sem necessidade de passeio guiado, em uma caminhada de 1 quilômetro.

Existe uma segunda forma de visitar o complexo que sai ainda mais caro, mas é muito mais flexível e te possibilita ver todas as seis quedas d’água. Você contrata um tour junto ao seu hotel ou pousada e ele vai te levar por dentro do complexo livremente. Você paga todas as entradas do mesmo jeito, mas pode ir a qual cachoeira quiser, ficar quanto tempo quiser e ir embora quando quiser.

6 – Poço Encanto Azul
Foto: Reprodução | Divulgação/Escolha Viajar

O Poço Encanto Azul fica a apenas cinco quilômetros depois do Complexo do Poço Azul. Portanto, é a mesma viagem de cerca de 120 quilômetros até a cidade de Riachão por asfalto, mais 15 de estrada de chão. Mas pode ir de carro de passeio sem problemas, não precisa ser 4×4. Na entrada do Poço Azul você verá uma placa indicando o Encanto Azul, é só seguir pela mesma estrada.

Quem não está de carro deve contratar um tour de um dia a Riachão que inclua as duas atrações. O Encanto Azul é uma belíssima piscina natural formada no fundo de um paredão de rochas e preenchida de água azul cristalina. Você pode nadar à vontade e até alugar coletas, snorkel ou ‘espaguetes’. A luz incide sobre a água das 10h às 13h, quando o azul fica ainda mais intenso! A entrada custa R$ 30 e o acesso é feito por escadarias, sendo um pouco cansativo na volta.

7 – Cachoeiras Gêmeas de Itapecuru
Foto: Reprodução | Adilson-Zavarize/Qual Viagem

As Cachoeiras do Itapecuru, também conhecidas como Cachoeiras Gêmeas, estão localizadas no povoado de São João das Cachoeiras, a 30 quilômetros do centro de Carolina. Para chegar até lá, o trecho de cerca de 1,2 quilômetro não tem calçamento, no entanto, mas a estrada é boa e você pode percorrer de carro sem nenhum percalço.

São duas quedas d’água (8 e 10 metros de altura) que formam um grande lago onde é possível nadar com bastante tranquilidade.

8 – Trilha do Mirante da Chapada
Foto: Reprodução | Divulgação/Carolina Agora

A Trilha do Mirante é uma atração nova na região, mas achamos que não pode ficar de fora da sua lista de o que fazer na Chapada das Mesas. A caminhada deve ser agendada com antecedência, pois é feita em uma propriedade particular. Há três opções de trekking: 1, 6 ou 18 quilômetros. A última só é recomendada nas épocas de chuva, quando o calor dá uma trégua na região.

O guia vai levar você a 300 metros de altura em meio à vegetação do cerrado e, lá do alto, você poderá ter vistas espetaculares da chapada e suas ‘mesas’.

9 – Cachoeira do Dodô
Foto: Reprodução | Divulgação/TripAdvisor

Embora seja menos imponente do que outras cachoeiras, a Cachoeira do Dodô é especialmente bonita. Ela fica tão bem escondida em um túnel de rocha que precisa passar duas vezes pelo lugar para achá-la. A queda de cerca de 10 metros de altura forma um poço de água para banho, mas é mais gostoso sentar na areia vermelha rasinha e ficar só admirando essa beleza oculta.

A Cachoeira do Dodô fica a 31 quilômetros do centro de Carolina pela BR 230 na direção de Imperatriz. Se você está de carro, é só entrar à esquerda quando enxergar a placa. Quem não está de carro pode contratar um transfer ida e volta junto ao seu hotel ou pousada, pois não há ônibus públicos até lá. O local tem área de banho, camping, churrasqueiras e restaurante que serve almoço, salgadinhos e bebidas.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Escolha Viajar. Foto de Portada Divulgação/ Pé na Estrada. Edição, Área Jornalística Oitravels.

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